Brasil e EUA lançam acordo para rastrear armas e drogas em contêineres
Receita Federal e alfândega americana vão trocar inteligência em tempo real sobre apreensões nos dois países.
Brasil e Estados Unidos anunciaram, em 10 de abril de 2026, uma parceria para combater o tráfico internacional de armas e drogas. O acordo envolve a Receita Federal brasileira e o U.S. Customs and Border Protection, e tem nome: Projeto MIT, de Mutual Interdiction Team. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda Dario Durigan. Na prática, as duas alfândegas vão compartilhar digitalmente informações sobre apreensões e trocar inteligência para identificar armas e drogas escondidas em contêineres que circulam entre os dois países. A troca de dados está prevista para acontecer em tempo real. A Folha de S.Paulo reportou que o acordo inclui também o compartilhamento de imagens de raio-X dos contêineres, mas essa informação vem de uma única fonte e ainda aguarda confirmação independente. O acordo tem como pano de fundo investigações sobre o crime organizado transnacional. O Estadão e a Bloomberg Línea, citando o ministro Fernando Haddad, apontam que grupos criminosos estariam lavando dinheiro por meio de fundos de investimento no estado americano de Delaware e enviando armas ilegais dos EUA para o Brasil escondidas em contêineres de commodities. Essas informações vêm de duas fontes e ainda não foram confirmadas de forma independente. O detalhe é que há uma contradição sobre o status do acordo: o G1 descreveu a parceria como 'em fase de conclusão', enquanto o Ministério da Fazenda, o Congresso em Foco e o Estadão a apresentaram como já lançada e firmada. Não conseguimos resolver essa divergência com as fontes disponíveis. O Estadão e o próprio Ministério da Fazenda situam o acordo no contexto do diálogo entre os presidentes Lula e Trump, mas essa leitura vem de apenas duas fontes. Nenhuma declaração oficial do lado americano foi encontrada.
- O G1 descreveu o acordo como 'em fase de conclusão', sugerindo que ainda não estava finalizado. O Ministério da Fazenda, o Congresso em Foco e o Estadão o apresentaram como já anunciado e firmado. Não conseguimos resolver essa divergência.
- Qual é o cronograma de implementação completa do acordo?
- Quais são os mecanismos técnicos específicos para o compartilhamento de dados em tempo real?
- Existem salvaguardas de privacidade ou proteção de dados previstas no acordo?
- O CBP americano emitiu alguma declaração oficial sobre a parceria?
- O acordo tem prazo definido ou é por tempo indeterminado?
- Qual é o marco legal que rege o compartilhamento de dados entre os dois países?
O fato central do acordo foi confirmado por nove fontes independentes, incluindo Bloomberg, Folha de S.Paulo e o próprio Ministério da Fazenda. O compartilhamento de imagens de raio-X vem apenas da Folha. As investigações sobre lavagem em Delaware e envio de armas em contêineres vêm de duas fontes e ainda aguardam confirmação adicional. Não localizamos nenhuma declaração oficial do governo americano sobre o acordo.