Negociações EUA-Irã terminam sem acordo em Islamabad: cada lado culpa o outro
Primeira rodada de conversas diretas em anos durou mais de 21 horas e não produziu resultado, com Paquistão prometendo continuar mediando.
As primeiras negociações diretas de alto nível entre EUA e Irã em anos terminaram sem acordo em Islamabad. JD Vance confirmou o fracasso e disse que os negociadores iranianos recusaram a 'oferta final e melhor' dos americanos. Teerã, por sua vez, atribuiu o colapso ao 'excesso de ambições' de Washington. Ambos os lados saíram apontando o dedo para o outro, e a divergência começa já no básico: AP e France 24 reportam que as conversas duraram 21 horas; a Revista Oeste fala em mais de 9 horas. O número da AP, baseado na própria declaração de Vance, parece o mais confiável. O programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz foram os principais pontos de atrito. A Reuters, em informação ainda não confirmada por outras fontes, aponta que as demandas iranianas incluiriam retirada de forças de combate americanas da região e garantias de não agressão. Quanto ao Estreito, a mídia estatal iraniana e o The Times (UK) convergem: Teerã não pretenderia retornar à mesa enquanto os EUA não apresentarem termos que considere razoáveis, e não há mudanças previstas para o status do Estreito. Dois dados adicionais vêm cada um de fonte única e aguardam confirmação independente. A Arms Control Association reporta que o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, teria dito não ver sinais de um 'programa nuclear estruturado' no Irã, contradizendo declarações de Trump de que o país estaria a semanas de uma bomba. Já o The Times (UK), citando dados do Bureau of Labor Statistics, aponta que a inflação americana teria chegado a 3,3%, puxada pelos custos de energia ligados ao conflito, o que colocaria pressão sobre Trump para resolver a situação no Estreito. O Paquistão prometeu continuar mediando e o chanceler Ishaq Dar pediu que ambos os lados respeitem o cessar-fogo vigente. Com o Irã sinalizando que não tem pressa e os EUA dizendo que já fizeram sua melhor oferta, a próxima rodada, se houver, ainda não tem data nem lugar.
- EUA x Irã sobre responsabilidade pelo fracasso: Vance disse que o Irã recusou a 'oferta final e melhor' dos americanos; Teerã atribuiu o colapso ao 'excesso de ambições' de Washington
- Duração das negociações: AP e France 24 reportam 21 horas; Revista Oeste reporta mais de 9 horas; CNN Brasil reportou mais de 15 horas durante as conversas
- Capacidade nuclear iraniana: Trump afirmou que o Irã estaria a semanas de uma bomba nuclear; o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, teria dito não ver sinais de um 'programa nuclear estruturado' no país, segundo a Arms Control Association
- Quais foram exatamente os 'dois ou três pontos-chave' que impediram o acordo, segundo o porta-voz iraniano
- Quais termos específicos os EUA propuseram sobre o programa nuclear iraniano
- Qual é o status atual do cessar-fogo entre EUA e Irã
- Haverá novas rodadas de negociação, e se sim, quando e onde
- Qual o real nível de enriquecimento nuclear do Irã e sua proximidade de capacidade bélica
- Que papel os oficiais da Guarda Revolucionária desempenharam nas decisões da delegação iraniana
Três fatos relevantes nesta história vêm de fonte única: as demandas específicas do Irã (Reuters), a declaração do diretor-geral da AIEA sobre o programa nuclear (Arms Control Association) e o dado de inflação americana de 3,3% (The Times UK). Os tratamos como 'provável' e os atribuímos explicitamente no texto. A duração das negociações é contestada entre fontes: usamos o número da AP por ser baseado em declaração direta de Vance.