FAROL.
Domingo, 12 de abril de 2026
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5 histórias verificadas · 70 fatos analisados · 55 fontes citadas · 8 divergências
História 01

Negociações EUA-Irã terminam sem acordo em Islamabad: cada lado culpa o outro

Primeira rodada de conversas diretas em anos durou mais de 21 horas e não produziu resultado, com Paquistão prometendo continuar mediando.

Como o Farol classifica as fontes desta história
CNN Brasil
Al Jazeera
AP (via Santa Ma…
France 24
DW
Reuters
BBC
Revista Oeste
Esquerda Centro Direita
Resumo verificado

As primeiras negociações diretas de alto nível entre EUA e Irã em anos terminaram sem acordo em Islamabad. JD Vance confirmou o fracasso e disse que os negociadores iranianos recusaram a 'oferta final e melhor' dos americanos. Teerã, por sua vez, atribuiu o colapso ao 'excesso de ambições' de Washington. Ambos os lados saíram apontando o dedo para o outro, e a divergência começa já no básico: AP e France 24 reportam que as conversas duraram 21 horas; a Revista Oeste fala em mais de 9 horas. O número da AP, baseado na própria declaração de Vance, parece o mais confiável. O programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz foram os principais pontos de atrito. A Reuters, em informação ainda não confirmada por outras fontes, aponta que as demandas iranianas incluiriam retirada de forças de combate americanas da região e garantias de não agressão. Quanto ao Estreito, a mídia estatal iraniana e o The Times (UK) convergem: Teerã não pretenderia retornar à mesa enquanto os EUA não apresentarem termos que considere razoáveis, e não há mudanças previstas para o status do Estreito. Dois dados adicionais vêm cada um de fonte única e aguardam confirmação independente. A Arms Control Association reporta que o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, teria dito não ver sinais de um 'programa nuclear estruturado' no Irã, contradizendo declarações de Trump de que o país estaria a semanas de uma bomba. Já o The Times (UK), citando dados do Bureau of Labor Statistics, aponta que a inflação americana teria chegado a 3,3%, puxada pelos custos de energia ligados ao conflito, o que colocaria pressão sobre Trump para resolver a situação no Estreito. O Paquistão prometeu continuar mediando e o chanceler Ishaq Dar pediu que ambos os lados respeitem o cessar-fogo vigente. Com o Irã sinalizando que não tem pressa e os EUA dizendo que já fizeram sua melhor oferta, a próxima rodada, se houver, ainda não tem data nem lugar.

9 Confirmado 3+ fontes
7 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
4 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • EUA x Irã sobre responsabilidade pelo fracasso: Vance disse que o Irã recusou a 'oferta final e melhor' dos americanos; Teerã atribuiu o colapso ao 'excesso de ambições' de Washington
  • Duração das negociações: AP e France 24 reportam 21 horas; Revista Oeste reporta mais de 9 horas; CNN Brasil reportou mais de 15 horas durante as conversas
  • Capacidade nuclear iraniana: Trump afirmou que o Irã estaria a semanas de uma bomba nuclear; o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, teria dito não ver sinais de um 'programa nuclear estruturado' no país, segundo a Arms Control Association
O que não conseguimos verificar
  • Quais foram exatamente os 'dois ou três pontos-chave' que impediram o acordo, segundo o porta-voz iraniano
  • Quais termos específicos os EUA propuseram sobre o programa nuclear iraniano
  • Qual é o status atual do cessar-fogo entre EUA e Irã
  • Haverá novas rodadas de negociação, e se sim, quando e onde
  • Qual o real nível de enriquecimento nuclear do Irã e sua proximidade de capacidade bélica
  • Que papel os oficiais da Guarda Revolucionária desempenharam nas decisões da delegação iraniana
Como verificamos

Três fatos relevantes nesta história vêm de fonte única: as demandas específicas do Irã (Reuters), a declaração do diretor-geral da AIEA sobre o programa nuclear (Arms Control Association) e o dado de inflação americana de 3,3% (The Times UK). Os tratamos como 'provável' e os atribuímos explicitamente no texto. A duração das negociações é contestada entre fontes: usamos o número da AP por ser baseado em declaração direta de Vance.

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História 02

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro chegam a 2026 com rejeição acima de 46%

Pesquisa divulgada em abril mostra empate técnico no segundo turno e os dois líderes com os maiores índices de rejeição entre os testados.

Como o Farol classifica as fontes desta história
Folha de S.Paulo
G1
Exame
Poder360
Congresso Em Foc…
Metrópoles
Veja
Estadão
Esquerda Centro Direita
Folha de S.PauloG1ExamePoder360Congresso Em FocoMetrópolesVejaEstadão
Resumo verificado

O Datafolha divulgado em 11 de abril pela Folha de S.Paulo traz um dado que incomoda os dois líderes da corrida presidencial de 2026: Lula e Flávio Bolsonaro lideram as intenções de voto no primeiro turno, com 39% e 35% respectivamente, mas também carregam as maiores rejeições do campo. Lula tem 48% de rejeição, Flávio, 46%. No segundo turno, a liderança que Lula tinha em março evaporou. Em março, ele vencia Flávio por 46% a 43%; agora, Flávio aparece numericamente à frente, com 46% contra 45% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, e G1 e Folha de S.Paulo descrevem o resultado como empate técnico. Congresso em Foco, Metrópoles e Veja, por sua vez, apontam Flávio como tendo tomado a dianteira. Os números são os mesmos; a interpretação, não. Caiado e Zema aparecem com 5% e 4% no primeiro turno, mas a Folha de S.Paulo aponta que cada um chega a cerca de 42% contra Lula no segundo turno, o que, na análise do jornal, sugere um voto anti-Lula consolidado nessa faixa independentemente de quem a direita lançar. Ambos têm rejeição abaixo de 17%, bem menos que os dois líderes. O governo demonstrou preocupação com os resultados. A Exame e a Folhapress reportam que o senador Lindbergh Farias minimizou os números, dizendo que a campanha nem começou. Já a Folhapress, em informação não confirmada por outras fontes, aponta que o governo aposta em medidas econômicas para melhorar os números de Lula antes de 2026. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades entre 7 e 9 de abril.

14 Confirmado 3+ fontes
6 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
1 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • G1 e Folha de S.Paulo descrevem o resultado do segundo turno entre Lula e Flávio como empate técnico (45% a 46%, dentro da margem de erro de 2 pontos). Congresso em Foco, Metrópoles e Veja descrevem Flávio como tendo tomado a dianteira. Os números são idênticos; a moldura interpretativa difere.
O que não conseguimos verificar
  • Se Flávio Bolsonaro terá elegibilidade jurídica para concorrer, dado o contexto legal envolvendo Jair Bolsonaro.
  • Quais medidas econômicas específicas o governo planeja adotar para melhorar os números de Lula.
  • Como o voto evangélico se distribui nesta pesquisa.
  • Os números exatos do segundo turno entre Lula e Caiado e entre Lula e Zema, além da cifra aproximada de 42%.
  • As intenções de voto no primeiro turno para candidatos como Kassab, Renan Santos e Aldo Rabelo.
Como verificamos

Os dados centrais da pesquisa foram confirmados por múltiplas redações. A interpretação do segundo turno é disputada: G1 e Folha de S.Paulo descrevem empate técnico; Congresso em Foco, Metrópoles e Veja descrevem liderança de Flávio. A análise sobre voto anti-Lula consolidado vem exclusivamente da Folha de S.Paulo e carrega interpretação editorial. A informação sobre a estratégia econômica do governo vem de uma única fonte.

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História 03

Guimarães sai da liderança do governo na Câmara para assumir o ministério que Gleisi deixa para disputar o Senado

Lula reorganiza a articulação política com o Congresso num ano eleitoral com pauta legislativa em aberto.

Como o Farol classifica as fontes desta história
G1
Folha de S.Paulo
Exame
CartaCapital
Congresso Em Foc…
Reuters (via UOL…
Estadão
CBN
Esquerda Centro Direita
G1Folha de S.PauloExameCartaCapitalCongresso Em FocoReuters (via UOL)EstadãoCBN
Resumo verificado

Lula escolheu o deputado José Guimarães (PT-CE) para chefiar a Secretaria de Relações Institucionais, o ministério responsável pela articulação do governo com o Congresso. O Planalto anunciou oficialmente a nomeação, com a posse prevista para terça-feira, dia 14 de abril. Guimarães ocupava até agora a liderança do governo na Câmara. Quem deve assumir esse posto é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), mas essa indicação vem até agora apenas da Folha de S.Paulo e de um veículo menor, sem confirmação independente de outras redações. A saída é de Gleisi Hoffmann, que deixa o ministério para se candidatar ao Senado pelo Paraná em outubro de 2026. Uma pesquisa AtlasIntel, citada pelo Poder360, coloca Gleisi em terceiro lugar na corrida, com 16,5%, atrás de Deltan Dallagnol e Filipe Barros, mas trata-se de um único levantamento sem data confirmada de coleta. O Metrópoles reportou que Gleisi elogiou publicamente Guimarães, chamando-o de garantia de articulação com amplo respeito no Congresso. Há uma contradição menor nas fontes: G1, Folha e Reuters tratam a nomeação como definida, enquanto Congresso Em Foco e o Estadão usavam o termo 'cotado' em suas publicações, sugerindo que, no momento em que reportaram, a escolha ainda não estava fechada. A troca acontece num ano eleitoral com pauta legislativa em aberto no Congresso.

5 Confirmado 3+ fontes
5 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
1 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • G1, Folha de S.Paulo e Reuters tratam a nomeação de Guimarães como definitiva, enquanto Congresso Em Foco e Estadão usavam o termo 'cotado', sugerindo que a escolha ainda não estava fechada no momento em que publicaram.
O que não conseguimos verificar
  • A nomeação de Paulo Pimenta como novo líder do governo na Câmara ainda não foi confirmada por fontes independentes além da Folha de S.Paulo.
  • A data de posse de 14 de abril ainda não foi publicada no Diário Oficial.
  • Não identificamos quem é 'Noleto', o nome alternativo que Lula teria considerado antes de escolher Guimarães.
  • Não encontramos análise de cientistas políticos ou acadêmicos sobre os impactos estratégicos da mudança.
  • Não está claro se Gleisi pediu demissão ou se a saída foi acordada com Lula.
Como verificamos

A nomeação de Guimarães é confirmada por dez veículos, incluindo Reuters e Folha. A indicação de Paulo Pimenta para a liderança na Câmara vem de apenas duas fontes e ainda aguarda confirmação. Os dados eleitorais de Gleisi vêm de uma única pesquisa sem data confirmada.

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História 04

Artemis 2 pousa no Pacífico: quatro astronautas voltam da viagem mais distante da Terra já feita por humanos

A cápsula Orion amerissou na costa da Califórnia com a tripulação sã e salva, encerrando uma missão histórica ao redor da Lua.

Como o Farol classifica as fontes desta história
BBC Brasil
BBC News (Englis…
Poder360
CNN Brasil
InfoMoney
The New York Tim…
The Guardian
PBS NewsHour
Esquerda Centro Direita
BBC BrasilBBC News (English)Poder360CNN BrasilInfoMoneyThe New York TimesThe GuardianPBS NewsHour
Resumo verificado

A cápsula Orion bateu na água às 21h07 (horário do leste dos EUA), na costa de San Diego, encerrando a missão Artemis 2 com os quatro astronautas a bordo felizes e saudáveis. Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen foram mais longe da Terra do que qualquer ser humano na história, orbitando a Lua antes de iniciar o retorno. A reentrada na atmosfera dá uma ideia da escala do que aconteceu: a Orion chegou a mais de 38.600 km/h, com o escudo térmico exposto a temperaturas equivalentes à metade da superfície do Sol. Esse dado técnico vem da BBC News com base em dados oficiais da NASA. A tripulação relatou dificuldade em processar a experiência e falou sobre a impressão de fragilidade da Terra vista do espaço. Hansen teria declarado 'Somos um espelho de vocês', defendendo cooperação global, mas a frase exata em português aparece apenas no Poder360; outras fontes confirmam o teor da mensagem, não a citação literal. Há uma contradição que não conseguimos resolver: a BBC aponta que a missão durou nove dias; o Poder360 diz dez. A diferença pode ser de critério de contagem, mas o registro oficial da NASA resolveria a questão. O sucesso não apaga os desafios à frente. O programa Artemis acumulou atrasos ao longo dos anos, com novos adiamentos confirmados em dezembro de 2024, e ainda há obstáculos técnicos consideráveis antes de um pouso tripulado na Lua, previsto para a Artemis 3. A missão que acaba de terminar prova que a cápsula e a tripulação funcionam; o que vem depois é outra história.

9 Confirmado 3+ fontes
2 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
1 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • BBC Brasil e BBC News (English) afirmam que a missão durou nove dias; o Poder360 afirma que durou dez dias. A diferença pode decorrer de critérios distintos de contagem, mas não foi possível confirmar qual versão está correta.
O que não conseguimos verificar
  • Qual a data prevista para a missão Artemis 3 e um pouso tripulado na Lua.
  • Quais são os obstáculos técnicos específicos ainda pendentes, como o traje espacial e o módulo de pouso Starship.
  • Quais resultados científicos ou técnicos concretos foram coletados durante a missão.
  • A duração exata da missão: a discrepância entre 9 e 10 dias não foi resolvida pelas fontes disponíveis.
  • O fuso horário do horário de pouso reportado pela BBC Brasil, que não especificou; o NYT confirma 21h07 Eastern Time.
Como verificamos

Os fatos centrais da missão, incluindo o amerissão, a tripulação, a localização e o estado de saúde dos astronautas, foram confirmados por oito ou mais fontes independentes. A citação exata de Jeremy Hansen em português vem de uma única fonte e foi tratada como provável. A duração da missão apresenta contradição não resolvida entre fontes confiáveis e foi sinalizada no corpo do texto.

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História 05

Peru vota neste domingo para eleger seu nono presidente em dez anos

Keiko Fujimori lidera as pesquisas num campo fragmentado de mais de 34 candidatos, mas o resultado é considerado altamente imprevisível.

Como o Farol classifica as fontes desta história
France 24
The Guardian
El País
Reuters
AS/COA
BBC News Brasil
UPI
The Straits Time…
Esquerda Centro Direita
France 24The GuardianEl PaísReutersAS/COABBC News BrasilUPIThe Straits Times
Resumo verificado

Neste domingo, o Peru vai às urnas pela nona vez em uma década para escolher um novo presidente. O número por si só diz muito sobre o país: nove presidentes em dez anos, num ciclo de escândalos de corrupção, instabilidade política crônica e violência crescente que transformou a troca de governo em rotina. Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, disputa a presidência pela quarta vez e lidera as pesquisas. Rafael López Aliaga aparece em segundo entre os candidatos de direita, e tudo indica que o eleitorado peruano caminha para eleger um governo conservador, acompanhando uma tendência que se repete em vários países da América Latina. Há, porém, uma tensão real nos dados: as mesmas fontes que descrevem Fujimori como favorita também caracterizam o resultado como 'altamente imprevisível', com fragmentação sem precedentes e nenhum candidato chegando perto de 17% nas pesquisas. As duas leituras convivem, e nenhuma delas está errada. Com 34 ou 35 candidatos registrados, dependendo da fonte, a chance de alguém chegar a 50% mais um neste domingo é praticamente nula. A expectativa é de que um segundo turno seja realizado em 7 de junho. Crime e corrupção são as principais preocupações dos eleitores, mas não encontramos detalhes públicos sobre o que os candidatos líderes propõem concretamente para enfrentar esses problemas. O Peru cresceu economicamente mesmo no meio do caos político, o que torna o cenário ainda mais difícil de ler: um país que funciona apesar dos seus governos, e que agora tenta, mais uma vez, encontrar um que funcione com ele.

7 Confirmado 3+ fontes
6 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
1 Contestado fontes divergem
Onde as fontes divergem
  • Há uma tensão direta entre duas leituras presentes nas coberturas: The Guardian, UPI e AS/COA descrevem o resultado como 'altamente imprevisível' com 'fragmentação sem precedentes' e nenhum candidato acima de aproximadamente 17%; ao mesmo tempo, El País, France 24 e Reuters descrevem Fujimori como favorita clara no primeiro turno e o eleitorado como inclinado a eleger um governo conservador. As duas leituras coexistem nas fontes sem que nenhuma as reconcilie explicitamente.
O que não conseguimos verificar
  • Quais são os números exatos de intenção de voto de cada candidato além de Fujimori e López Aliaga.
  • Quantos dos 34 ou 35 candidatos registrados são considerados candidaturas viáveis.
  • Quais são as propostas concretas dos candidatos líderes para combater crime e corrupção.
  • Qual é o número final exato de candidatos presidenciais registrados no dia da eleição.
  • Qual o papel do legado de Pedro Castillo nesta eleição.
  • Qual a expectativa de comparecimento às urnas diante do desencanto generalizado com a política.
  • Os detalhes do processo de lavagem de dinheiro arquivado contra Keiko Fujimori pouco antes de ela anunciar sua candidatura.
Como verificamos

Os fatos centrais desta história, incluindo a data da eleição, o número de presidentes na última década, os temas prioritários dos eleitores e a liderança de Fujimori nas pesquisas, foram confirmados por quatro ou mais fontes independentes. A caracterização do resultado como parte de uma 'onda conservadora' na América Latina é uma leitura editorial presente em algumas coberturas, não um fato verificável. A informação sobre o processo judicial arquivado contra Fujimori vem de uma única fonte e ainda aguarda confirmação independente.

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Bastidores do Farol
Na prática
Como Caiado e Zema têm rejeição de 16% e 17%, respectivamente, contra 46% de Flávio Bolsonaro, qualquer um dos dois entraria num eventual segundo turno com uma margem de crescimento potencial (eleitores que não os rejeitam) de pelo menos 37 pontos percentuais a mais do que Flávio Bolsonaro dispõe. Isso significa que, aritmeticamente, Flávio é o candidato de oposição com menor teto eleitoral entre os três testados.
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro chegam a 2026 com rejeiçã
Onde as fontes não batem
Há uma tensão direta entre duas leituras presentes nas coberturas: The Guardian, UPI e AS/COA descrevem o resultado como 'altamente imprevisível' com 'fragmentação sem precedentes' e nenhum candidato acima de aproximadamente 17%; ao mesmo tempo, El País, France 24 e Reuters descrevem Fujimori como favorita clara no primeiro turno e o eleitorado como inclinado a eleger um governo conservador. As duas leituras coexistem nas fontes sem que nenhuma as reconcilie explicitamente.
Peru vota neste domingo para eleger seu nono presidente em d
O número do dia
16,5%
A saída é de Gleisi Hoffmann, que deixa o ministério para se candidatar ao Senado pelo Paraná em outubro de 2026. Uma pesquisa AtlasIntel, citada pelo Poder360, coloca Gleisi em terceiro lugar na corrida, com 16,5%, atrás de Deltan Dallagnol e Filipe Barros, mas trata-se de um único levantamento sem data confirmada de coleta.
Para aprofundar
A reportagem mais completa que cruzou nosso radar: G1 sobre Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro chegam a 2026 com rejeição acima de 46%.
Previsão do Farol
Previsão (de 2/4): — Inconclusiva
“Pelo menos uma companhia aérea brasileira anunciará publicamente reajuste de tarifas ou redução de rotas nas próximas 48-72 horas, citando o aumento de 54% no querosene de aviação pela Petrobras como justificativa.”
Não foi possível verificar no prazo de cinco edições.
Previsão (de 4/4): — Inconclusiva
“O Irã responderá formalmente ao ultimato de 48 horas de Trump com uma declaração oficial rejeitando as condições americanas antes de segunda-feira, 6 de abril de 2026.”
Não foi possível verificar no prazo de cinco edições.
Histórico: 1/9 previsões corretas (11%)
Previsão para os próximos dias
O resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial do Peru será anunciado até quarta-feira, 16 de abril de 2026, confirmando a necessidade de um segundo turno (nenhum candidato ultrapassará 50% dos votos válidos).
Baseada nos fatos confirmados desta edição. Verificamos as previsões na edição seguinte.
Raio-X da edição
63% dos fatos desta edição foram confirmados por 3 ou mais fontes independentes. A fonte mais citada foi Reuters, presente em 3 histórias. 26 fatos ainda aguardam confirmação adicional.