PF prende ex-presidente do BRB por suspeita de R$ 146 milhões em propina imobiliária do Banco Master
Paulo Henrique Costa foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF.
Seis apartamentos de alto padrão, avaliados em R$ 146 milhões, teriam sido o preço da lealdade de Paulo Henrique Costa ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Costa, que presidiu o BRB de janeiro de 2019 a novembro de 2025, foi preso pela Polícia Federal em 16 de abril, na quarta fase da Operação Compliance Zero. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF. A acusação: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação apura um esquema de lavagem para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Na mesma fase, a PF também prendeu Daniel Monteiro, advogado do Master, em São Paulo. Segundo o G1 e o Jota, mensagens apreendidas entre Vorcaro e Costa indicariam ajuste de valores milionários ligados aos imóveis. O G1 e o Poder360 reportam ainda que Costa levava a esposa para visitar os apartamentos. Vorcaro, por sua vez, negocia delação premiada que envolve devolução de dinheiro e revelação de atos de autoridades públicas. Segundo o Estadão e a BBC Brasil, ele teria sido transferido de presídio de segurança máxima para a Superintendência da PF em Brasília para facilitar essas negociações. O ministro José Guimarães declarou ser pessoalmente contrário a qualquer socorro federal ao BRB. Há uma pequena divergência nos valores: o G1 fala em R$ 146 milhões, o Jota em R$ 146,5 milhões. Costa foi indicado ao BRB pelo então governador Ibaneis Rocha. A delação de Vorcaro pode revelar quais autoridades se beneficiaram do esquema, mas os termos finais ainda não são públicos.
- ≠ O G1 reporta imóveis avaliados em R$ 146 milhões; o Jota indica R$ 146,5 milhões
- Quais conexões políticas específicas a PF espera revelar a partir da prisão de Costa
- Os termos finais da delação premiada de Vorcaro e quais autoridades serão citadas
- Qual o papel exato do ex-governador Ibaneis Rocha no esquema, além da indicação de Costa
- Se haverá ou não socorro do governo federal ao BRB
- Qual o papel exato de Daniel Monteiro, advogado do Master, no esquema
A maioria dos fatos centrais foi confirmada por quatro ou mais fontes. Detalhes como as mensagens entre Vorcaro e Costa, a visita da esposa aos apartamentos e a transferência de Vorcaro para a Superintendência da PF vêm de duas fontes cada e foram tratados com hedging. Há uma pequena divergência no valor dos imóveis entre G1 (R$ 146 milhões) e Jota (R$ 146,5 milhões).