Anvisa aprova Ozivy, primeiro similar nacional do Ozempic
Caneta de semaglutida da EMS deve chegar às farmácias cerca de 30% mais barata que o original da Novo Nordisk
6 fatos confirmados em 7 fontes
O Ozempic vai ganhar concorrente brasileiro. A Anvisa aprovou nesta semana o Ozivy, caneta de semaglutida da EMS indicada para diabetes tipo 2, com preço prometido cerca de 30% abaixo do original da Novo Nordisk. A EMS projeta 1,2 milhão de unidades no primeiro ano e faturamento acima de R$ 500 milhões. Preço final e data exata de venda ainda não saíram. Renato Raduan, CEO da Raia Drogasil, estima ao Exame que o preço deve cair pela metade e o volume dobrar, um sinal de quanto o monopólio segurava o mercado.
Na prática · escala
Segundo o IDF Diabetes Atlas, o Brasil figura entre os dez países com maior número de adultos (20 a 79 anos) com diabetes no mundo, e cerca de 5,3 milhões de brasileiros têm diabetes não diagnosticada, público potencial muito superior às 1,2 milhão de unidades do Ozivy que a EMS projeta vender no primeiro ano.
A Anvisa aprovou o Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética produzida no Brasil, análoga ao Ozempic, indicada para tratamento de adultos com diabetes tipo 2
O registro do Ozivy foi publicado pela Anvisa em 26 de maio de 2026, após o produto passar pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade
Confirmado
Anvisa (gov.br), Estadão, Folha de S.Paulo
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Renato Raduan, CEO da RD (Raia Drogasil), avalia que com a chegada do similar nacional o preço deve cair pela metade, mas o volume deve dobrar
Se a aprovação cobre também obesidade ou apenas diabetes tipo 2
Se o Ozivy será incorporado ao SUS
Como verificamos
A projeção de queda de preço pela metade veio de uma única fonte (Exame), via entrevista com o CEO da Raia Drogasil, que tem interesse comercial direto na ampliação do mercado. Tratamos como provável, não confirmado.
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PolíticaHistória 02
Senado aprova piso de R$ 5.130 para professores da educação básica
Reajuste de 5,4% supera a inflação em 1,5 ponto e segue para sanção; conta pode chegar a R$ 6,4 bilhões
9 fatos confirmados em 10 fontes
Os professores da educação básica pública vão ter piso de R$ 5.130,63 em 2026, um reajuste de 5,4% sobre os R$ 4.867,77 anteriores, com ganho real de 1,5 ponto acima da inflação. O Senado aprovou a medida na terça (26/05), e o texto segue para sanção. A regra do reajuste anual passa a ser vinculada ao crescimento do Fundeb, e o novo piso vale também para contratos temporários. O impacto pode chegar a R$ 6,4 bilhões se todos os entes aplicarem, pressão que recai sobretudo sobre estados e municípios.
Precedente · 2008
Em 2008, a Lei nº 11.738 instituiu o piso salarial profissional nacional dos professores da educação básica pública, criando o marco legal que estabelece o valor mínimo nacional reajustado anualmente e que agora tem sua regra de cálculo alterada pela nova medida provisória.
O Senado aprovou medida provisória (MP 1.334/2026, convertida no PLV 4/2026) que fixa o piso salarial dos professores da educação básica pública em R$ 5.130,63 para 2026
Dado primário ipca_mensal: 0.67 (01/04/2026), Banco Central do Brasil
Confirmado
Banco Central do Brasil
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A relatora da MP 1.334/2026 na comissão mista foi a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO)
Provável
Agência Senado (senado.leg.br)
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Coluna de opinião na Folha alerta que o aumento acima da inflação 'esbarra na realidade orçamentária de estados e municípios', com possível pressão fiscal sobre entes subnacionais
Provável
Folha de S.Paulo (Opinião, 23/01/2026)
O que não conseguimos verificar
Qual foi o placar exato da votação no Senado
Quando o presidente deverá sancionar a medida e se haverá vetos parciais
Como verificamos
Fatos centrais confirmados por múltiplas fontes, incluindo Agência Senado e MEC. A pressão fiscal sobre estados e municípios aparece como avaliação em coluna da Folha, classificada como provável.
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JustiçaHistória 03
PF mira Cláudio Castro por R$ 3,6 bi do Rioprevidência no Banco Master
Operação aponta vínculo do ex-governador com Daniel Vorcaro como chave para liberar aportes do fundo dos servidores fluminenses
6 fatos confirmados em 8 fontes
A Polícia Federal voltou à casa de Cláudio Castro, e desta vez o foco são R$ 3,6 bilhões do fundo de previdência dos servidores fluminenses aplicados no Banco Master, de Daniel Vorcaro. É a segunda busca em pouco mais de uma semana, autorizada por André Mendonça no STF. Para a PF, o 'vínculo pessoal estreito' entre Castro e Vorcaro viabilizou os aportes. A defesa nega relação indevida e diz não ter acesso aos autos. Flávio Bolsonaro admite ter procurado o banqueiro após sua prisão, mas nega saber do dinheiro público, versão que diverge da apuração do G1.
Onde ir mais fundo
Ex-governadores do Rio já foram condenados após operações da PF?
O histórico do Rio é inequívoco: ex-governadores investigados pela PF acabaram condenados, ainda que parte das sentenças tenha sido revertida depois. Sérgio Cabral foi condenado a 45 anos de prisão em processo da Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo cobertura da TV Globo. Anthony Garotinho foi sentenciado a 9 anos e 11 meses por corrupção em 2017, conforme reportagem da ConJur. Wilson Witzel foi afastado do cargo pelo STJ em 2020 no âmbito de investigação sobre desvios na saúde durante a pandemia, registrou o Migalhas, e depois sofreu impeachment. Já Luiz Fernando Pezão, condenado em primeira instância a 98 anos, foi absolvido em 2023 pelo TRF-2, segundo a Agência Brasil. O padrão mostra que operações da PF contra governadores fluminenses costumam avançar até condenação, mas os recursos em instâncias superiores têm produzido resultados variados, o que define o horizonte processual do caso Castro.
O ministro André Mendonça deve decidir sobre novos pedidos da PF nas próximas semanas no inquérito que tramita no STF. Acompanhe o Portal STF.
Acompanhe: Portal STF, Polícia Federal (sala de imprensa), ConJur, Migalhas, G1 Rio
≠ G1 (coluna Octavio Guedes) afirma que Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro ciente de que havia dinheiro público do RJ no Master; Flávio diz à BBC que desconhecia o envolvimento de recursos públicos.
Fatos verificados
🏛 Fonte institucional · 📰 Fonte jornalística
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A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) em 26 de maio de 2026, na 8ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF).
A operação investiga aplicações de recursos do Rioprevidência (fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro) em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.
O valor investigado dos aportes do Rioprevidência no Banco Master é de cerca de R$ 3,6 a R$ 3,7 bilhões (Folha cita R$ 3,69 bi; Agência Brasil R$ 3,6 bi; G1 R$ 3,7 bi).
Segundo a PF, Castro mantinha 'vínculo pessoal estreito' e 'alinhamento político' com Vorcaro, o que viabilizou os aportes do Rioprevidência no Master.
A PF chegou a Castro a partir de mensagens/conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, indicando que liberações de recursos do Rioprevidência dependiam do então governador.
Provável
G1 (blog Camila Bomfim)
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Esta é a segunda vez em cerca de 11-15 dias que a PF faz buscas na residência de Cláudio Castro.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) procurou Vorcaro após a 1ª prisão do banqueiro (novembro de 2025), em momento em que a cúpula do PL-RJ já saberia que Castro havia aplicado dinheiro público no Master.
Rioprevidência foi o maior aplicador entre fundos públicos no Master; outros fundos atingidos pela PF incluem Amprev (Amapá, R$ 400 milhões) e Cajamar (R$ 107 milhões), com rombo total estimado em cerca de R$ 3,8 bilhões.
O esquema do Banco Master e sua liquidação geraram rombo bilionário no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no caixa do BRB e em ativos de 18 fundos de pensão.
Provável
DW Brasil
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Economista Maurício Mulinari alerta que reformas da previdência que pressionam fundos por maior rentabilidade aumentam o risco social de aplicações como as feitas no Banco Master.
Provável
Economista Maurício Mulinari (via Sinjusc)
+ 4 fato(s) adicionais com a mesma certeza verificados nos bastidores
O que não conseguimos verificar
Quais crimes financeiros específicos foram imputados a Castro
Qual o conteúdo das mensagens extraídas do celular de Vorcaro
Como verificamos
O valor dos aportes varia ligeiramente entre fontes (R$ 3,6 bi a R$ 3,69 bi); usamos a cifra mais conservadora. A informação sobre Flávio Bolsonaro vem de uma coluna do G1 e é contestada pelo próprio senador à BBC.
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GeopolíticaHistória 04
Israel mata 31 no sul do Líbano em um dos dias mais letais desde a trégua
Netanyahu promete 'esmagar' o Hezbollah e ordena escalada, dias antes de delegações se encontrarem em Washington
4 fatos confirmados em 9 fontes
A trégua entre Israel e Hezbollah, fechada em novembro com mediação americana, virou ficção na prática. Ataques israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 31 pessoas nesta terça, num dos dias mais letais desde o cessar-fogo. Cerca de 40 ficaram feridos, entre eles quatro crianças e três mulheres, segundo o ministério da Saúde libanês. Israel diz ter atingido mais de 100 alvos do Hezbollah, e Netanyahu ordenou ao Exército que escale as operações contra o grupo. Tudo isso a poucos dias de delegações libanesa e israelense se sentarem para conversar em Washington, encontro que agora paira sob dúvida.
Precedente · 2006
Em 2006, a guerra entre Israel e Hezbollah no Líbano durou 34 dias e matou cerca de 1.100 libaneses, em sua maioria civis, segundo relatório da Human Rights Watch que documentou falhas israelenses em distinguir alvos militares de civis. O conflito terminou com cessar-fogo mediado pela ONU (Resolução 1701), arranjo cujo colapso sucessivo antecede a escalada atual.
Israeli troops advanced deeper into Lebanese territory, days ahead of scheduled talks in Washington between Lebanese and Israeli delegations
Provável
NYT, PBS/AP
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Para o professor de Relações Internacionais Rodrigo Amaral, mesmo um eventual cessar-fogo no Líbano não significará paz para o Oriente Médio, pois o projeto sionista é prioritário para Israel sobre qualquer aliança diplomática
Provável
Prof. Rodrigo Amaral (via Brasil de Fato)
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The Soufan Center assesses that combat between Israel and Hezbollah continues despite the 'ceasefire' and receives less global attention than the US-Iran conflict
Provável
The Soufan Center (IntelBrief, 22 May 2026)
O que não conseguimos verificar
Quantos dos 31 mortos eram combatentes do Hezbollah e quantos eram civis
Se o encontro em Washington entre as delegações libanesa e israelense vai mesmo acontecer em meio à escalada
Como verificamos
O número de 100 alvos atingidos vem do próprio governo israelense e não foi verificado de forma independente. O dado de feridos é reportado pelo ministério da Saúde libanês.
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Previsão do Farol
Previsão (de 19/5): ? Inconclusiva
“O Ibovespa fechará acima de 137.500 pontos na quinta-feira, 22 de maio de 2026.”
Não foi possível verificar dentro do prazo de tolerância.