FAROL.
Quarta-feira, 24 de junho de 2026 · 5 histórias · 4 min de leitura
O essencial do dia, verificado
História 01

Copom corta Selic para 14,25% mesmo com inflação piorando

Ata reconhece risco altista e eleva projeção para 5,2% em 2026, mas Banco Central opta por trajetória suave em vez de reagir ao choque

10 fatos confirmados em 10 fontes

O Banco Central cortou os juros mesmo sabendo que a inflação está piorando. A ata divulgada nesta terça mostra que o Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% e elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,6% para 5,2%, bem acima do teto da meta de 3%. A justificativa: reagir integralmente ao choque exigiria 'variações abruptas e de grande magnitude' nos juros. O ponto é que a ata não fecha o próximo passo. Economistas leram o documento como confuso, e o mercado ficou cauteloso, temendo leniência diante de uma inflação que o próprio Focus já projeta acima de 5%.

Precedente · 2024
Em janeiro de 2024, o Copom reduziu a Selic de 11,75% para 11,25% ao ano em decisão unânime, dando continuidade ao ciclo de cortes iniciado em agosto de 2023 mesmo em meio a incertezas fiscais e inflacionárias, padrão semelhante ao adotado na atual calibração.
Como o Farol classifica as fontes desta história
4
4
Esquerda Centro Direita
10 Confirmado 3+ fontes
4 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O Banco Central divulgou na terça-feira (23/06/2026) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).ConfirmadoFolha de S.Paulo, Agência Brasil, G1, Jota, CNN Brasil, +3
Na reunião anterior (17/06/2026), o Copom decidiu reduzir a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, dando sequência ao ciclo de calibração mesmo diante da piora no cenário de inflação.ConfirmadoBanco Central do Brasil (Ata 278ª reunião), G1, Agência Brasil, Poder360, Valor Econômico
O Banco Central justificou o corte de juros afirmando que as 'melhores práticas' de política monetária recomendam não reagir integralmente a choques de oferta e destacou que o período prolongado de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária.ConfirmadoBanco Central do Brasil (Ata 278ª reunião), Agência Brasil, G1
A ata afirma que a piora nas projeções de inflação exigiria 'variações abruptas de direção e de grande magnitude' na Selic para reconduzir a inflação à meta no prazo usual, mas o Copom optou por uma trajetória mais suave.ConfirmadoFolha de S.Paulo, InfoMoney, ABECIP, Banco Central do Brasil (Ata 278ª reunião)
O Copom mencionou na ata 'incerteza' e 'assimetria altista' no balanço de riscos para o cenário de inflação.ConfirmadoJota, Valor Econômico, Banco Central do Brasil (Ata 278ª reunião)
Economistas avaliam que a ata não dissipa as dúvidas sobre a trajetória futura da Selic, deixando o cenário em aberto.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Jota, Jornal do Comércio, Valor Econômico
A inflação projetada está acima do teto da meta (3%): o Copom elevou a projeção de inflação de 4,6% para 5,2% em 2026 e de 3,5% para 3,7% em 2027.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Poder360, ABECIP, Banco Central do Brasil (Ata 278ª reunião)
Segundo a pesquisa Focus do BC, economistas esperam inflação mais alta em 2026, 2027 e 2028, com a projeção para 2026 superando 5%.ConfirmadoFolha de S.Paulo, O Globo, Banco Central do Brasil (Boletim Focus)
Dado primário selic: 14.25 (05/08/2026), Banco Central do BrasilConfirmadoBanco Central do Brasil
Dado primário ipca_mensal: 0.58 (01/05/2026), Banco Central do BrasilConfirmadoBanco Central do Brasil
O mercado recebeu a ata com cautela, temendo leniência do Banco Central diante da inflação acima do teto da meta.ProvávelCNN Brasil, Folha de S.Paulo
Segundo Marcelo Fonseca, economista-chefe da CVPAR, a política fiscal expansionista é o principal obstáculo ao controle da inflação no Brasil, e a ata do Copom seria 'confusa'.ProvávelCNN Brasil (Marcelo Fonseca, CVPAR), Portal Tela
+ 2 fato(s) adicionais com a mesma certeza verificados nos bastidores
O que não conseguimos verificar
  • Qual será a decisão do Copom na próxima reunião: manutenção, novo corte ou retomada de alta
  • Qual o horizonte projetado pelo BC para a inflação retornar à meta de 3%
Como verificamos

A leitura de que o mercado recebeu a ata com cautela aparece de forma consistente em CNN Brasil e Folha, mas é uma síntese editorial dessas redações, não um dado de mercado fechado.

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História 02

Camex reabre cota zero para importar kits de carros elétricos

Decisão libera US$ 463 milhões em desmontados por seis meses e provoca ameaça de ação judicial da Anfavea

5 fatos confirmados em 14 fontes

O governo reabriu uma janela de US$ 463 milhões para importar elétricos e híbridos com tarifa zero, desde que cheguem desmontados ou semidesmontados. A cota vale por seis meses e replica o patamar que expirou em janeiro. O cronograma de aumento das tarifas para carros prontos segue de pé. A Anfavea, que representa as montadoras instaladas no país, ameaça ir à Justiça e fala em falta de previsibilidade. Na prática, a maior beneficiada tende a ser a chinesa BYD, que já responde por cerca de 41% do mercado de eletrificados.

Na prática · escala
Segundo a ABVE, citada pelo InsideEVs, foram vendidos 79.304 veículos eletrificados no Brasil no primeiro semestre de 2024, alta de 146% sobre igual período de 2023, indicando o tamanho do mercado que a nova cota zero de importação passa a abastecer.
ABVE via InsideEVs Brasil · 1º semestre de 2024
Onde ir mais fundo
Cotas de importação com tarifa zero já foram derrubadas na Justiça no Brasil?
Não há precedente público de cota de importação com tarifa zero derrubada pela Justiça brasileira nos resultados disponíveis. O que existe é o histórico recente de ameaças de judicialização pela própria Anfavea, registradas pelo Valor Econômico e pelo Times Brasil em junho de 2026, contra as cotas de CKD e SKD reabertas pela Camex, sem decisão judicial até agora. A literatura jurídica disponível trata de outro flanco: atrasos na publicação de ex-tarifários, em que importadores acionam o Judiciário para obter a redução tarifária já concedida administrativamente, conforme análise do escritório Chebabi. Ou seja, o contencioso conhecido envolve importadores cobrando o benefício, não entidades industriais derrubando-o. Para a disputa atual, isso significa que a Anfavea entraria em terreno sem jurisprudência consolidada a favor, o que tende a alongar o cronograma e preservar a vigência da cota de US$ 463 milhões enquanto a discussão tramita.
A cota da Camex vale por seis meses a partir da reabertura; acompanhe o Diário Oficial e o site do Gov.br/MDIC para a eventual entrada de ação da Anfavea na Justiça Federal.
Acompanhe: Diário Oficial da União (resoluções Gecex/Camex), Portal Gov.br/MDIC, Valor Econômico (editoria Brasil/Indústria), Autodata, ConJur (decisões em comércio exterior)
Como o Farol classifica as fontes desta história
6
Esquerda Centro Direita
5 Confirmado 3+ fontes
10 Provável 2 fontes
1 Fonte única não verificado
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Divergências que mudam o cenário
  • ≠ O Gecex apresenta a cota como incentivo à renovação da frota e à descarbonização; Anfavea e Fiesp afirmam que a medida quebra cronograma acordado com o setor e favorece a importação chinesa em detrimento da produção local.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a criação de uma cota de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos.ConfirmadoAgência Brasil, CartaCapital, InfoMoney, Exame, CNN Brasil, +2
O Gecex manteve o cronograma de elevação das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos.ConfirmadoAgência Brasil, CartaCapital, InfoMoney, Money Times, Terra
A cota zero se aplica a modelos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), também chamados de kits de veículos elétricos.ConfirmadoAgência Brasil, Poder360, Autodata, Estadão/UOL Economia
A Anfavea, associação que representa montadoras com produção no Brasil, criticou a cota e ameaçou recorrer à Justiça contra o benefício, segundo declaração do presidente Igor Calvet.ConfirmadoExame, Folha de S.Paulo, Times Brasil/CNBC, Autodata, O Globo
A cota adicional para importação com tarifa zero é de US$ 463 milhões e valerá por seis meses, mesmo patamar que vigorou até janeiro de 2026.ConfirmadoAgência Brasil, Money Times, Terra, Poder360, Estadão/UOL Economia
A cota com alíquota zero passa a valer a partir de julho do ano seguinte (julho de 2027).ProvávelInfoMoney, Money Times
A Fiesp criticou a decisão, afirmando que a medida penaliza a cadeia automotiva do Brasil.ProvávelExame, CNN Brasil
A decisão foi aprovada em reunião do Gecex realizada em uma terça-feira (junho de 2026).ProvávelExame, Agência Brasil
A medida favorece principalmente a chinesa BYD, que detém cerca de 41% do mercado brasileiro de elétricos e híbridos, seguida pela GWM com cerca de 16%.ProvávelFolha de S.Paulo, InsideEVs/UOL, Poder360
As cotas anteriores de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados expiraram em 31 de janeiro de 2026.ProvávelEstadão/UOL Economia, O Globo
Análise do Valor Econômico aponta que a BYD já detém mais de 8% do mercado brasileiro total de automóveis apenas com importação de carros prontos e semimontados, o que reacende o debate sobre proteção da indústria nacional.ProvávelValor Econômico (análise, 22/06/2026)
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, reclamou da falta de transparência do governo, da ausência de espaço para contraditório e da falta de previsibilidade da medida.ProvávelAutodata, Folha de S.Paulo
+ 3 fato(s) adicionais com a mesma certeza verificados nos bastidores
O que não conseguimos verificar
  • Quais argumentos jurídicos a Anfavea pretende usar caso entre na Justiça contra a cota.
  • Como os US$ 463 milhões serão distribuídos entre as montadoras importadoras.
Como verificamos

A data exata de início (julho de 2027) e a fatia de mercado da BYD vêm de poucas fontes e ainda aguardam confirmação adicional. A justificativa oficial do Gecex foi reportada apenas pela CartaCapital.

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História 03

CNJ exige alvará judicial para crianças influenciadoras

Resolução aprovada por unanimidade trata atividade como trabalho artístico infantil, mas MPT queria barrar publicidade

8 fatos confirmados em 8 fontes

Toda criança que aparece de forma recorrente em vídeos monetizados no Instagram, TikTok ou Facebook agora vai precisar de alvará judicial. O CNJ aprovou a regra por unanimidade no dia 23 de junho, regulamentando o ECA Digital. O juiz analisará exposição, monetização e impulsionamento antes de liberar, e os alvarás ficarão num banco nacional, o BNAD. O ponto sensível: o Ministério Público do Trabalho queria proibir totalmente publicidade com menores de 16 anos, e a resolução não foi tão longe. Tratar a rotina infantil como trabalho artístico é o salto regulatório aqui.

Como o Farol classifica as fontes desta história
Esquerda Centro Direita
8 Confirmado 3+ fontes
4 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ CNJ regulamenta a participação de menores em conteúdos monetizados, incluindo publicitários, mediante alvará; o MPT defendia proibir totalmente publicidade e comunicação mercadológica com menores de 16 anos.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou em 23 de junho de 2026 uma resolução regulamentando a participação de crianças e adolescentes em plataformas digitais.ConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, Jota, G1, O Globo, +1
A resolução exige alvará judicial para autorizar a atuação de influenciadores mirins, com análise do grau de exposição da criança ou adolescente, incluindo conteúdo produzido, formas de divulgação, monetização e impulsionamento.ConfirmadoAgência Brasil, Folha de S.Paulo, Jota, G1, Estadão
A norma regulamenta dispositivos do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que entrou em vigor em 2026 e prevê responsabilidades compartilhadas entre Estado, famílias e plataformas.ConfirmadoAgência Brasil, Jota, Rádio Senado, Estadão, Migalhas
A resolução foi aprovada por unanimidade pelo plenário do CNJ.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Jota, Folha PE
A norma exige alvará para postagens recorrentes de crianças em redes sociais e trata a atividade como trabalho artístico infantil.ConfirmadoFolha de S.Paulo, Jota, G1, O Globo
A regulamentação se aplica a plataformas digitais como Instagram, Facebook e TikTok, alcançando conteúdos monetizados ou impulsionados que explorem de forma habitual a imagem ou a rotina de menores de idade.ConfirmadoG1, Migalhas, Estadão
A resolução prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD).ConfirmadoEstadão, G1, Diário de São José
O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu, em nota técnica, que a atividade de influenciador mirim seja restrita a fins artísticos e que se proíba a participação de menores de 16 anos em publicidade ou comunicação mercadológica.ConfirmadoFolha de S.Paulo, G1, MPT (prt23.mpt.mp.br), Estadão
A resolução obriga a restrição do tempo dedicado por crianças e adolescentes à produção de conteúdo monetizado.ProvávelFolha de S.Paulo, Diário de São José
A proposta de resolução foi apresentada ao plenário do CNJ pelo conselheiro Fabio Esteves.ProvávelMigalhas, Jota
Para o procurador do MPT Tiago Ranieri, há risco de normalização da exploração de crianças e adolescentes por meio das plataformas digitais.ProvávelProcurador Tiago Ranieri (MPT, via PRT-23)
A professora Sandra Regina Cavalcante (USP) classifica a atividade de influenciadores digitais mirins como trabalho infantil artístico mediado por novas tecnologias.ProvávelProfª Sandra Regina Cavalcante (USP, via seminário CNJ)
O que não conseguimos verificar
  • Como o CNJ tratou, na versão final, o pedido do MPT para excluir publicidade da regulamentação
  • A partir de quando a resolução entra em vigor e quais sanções estão previstas para descumprimento
Como verificamos

Os fatos centrais (aprovação unânime, exigência de alvará, criação do BNAD, vínculo com o ECA Digital) estão confirmados por múltiplas redações. A divergência com o MPT também é bem documentada. Detalhes operacionais, como vigência, sanções e limite de horas, ainda não apareceram nas fontes consultadas.

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História 04

Petrobras e Pemex miram 'pré-sal mexicano' no Golfo do México

Memorando de dois anos abre cooperação técnica em águas profundas, mas não vincula investimento nem cria joint venture

6 fatos confirmados em 10 fontes

A expertise brasileira em águas profundas virou moeda diplomática: Petrobras e Pemex assinaram em 23 de junho um memorando para explorar conjuntamente o chamado 'pré-sal mexicano', região ainda pouco explorada do lado mexicano do Golfo. O acordo tem validade de dois anos, prevê cooperação técnica em exploração, produção e processamento, mas não compromete investimento nem cria joint venture. Magda Chambriard, presidente da Petrobras, falou em 'potencial relevante'. A assinatura ocorre num momento em que o México busca reforçar soberania energética diante da pressão crescente do governo Trump sobre a região.

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Esquerda Centro Direita
6 Confirmado 3+ fontes
2 Provável 2 fontes
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0 Contestado fontes divergem
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
Petrobras e Pemex assinaram um memorando de entendimento em 23 de junho de 2026 para cooperação em exploração de petróleo.ConfirmadoAgência Brasil, CartaCapital, Folha de S.Paulo, G1, El País, +2
O acordo prevê cooperação estratégica e técnica para avaliação, desenvolvimento e execução conjunta de projetos de exploração, produção e processamento de petróleo e gás.ConfirmadoAgência Brasil, G1, El País, Agência Petrobras
Uma das prioridades da parceria é a busca por petróleo em águas profundas na porção mexicana do Golfo do México, em região referida como 'pré-sal mexicano'.ConfirmadoCartaCapital, Folha de S.Paulo, El País, BNamericas
A Petrobras é reconhecida internacionalmente por sua expertise em extração de petróleo em águas profundas, área ainda pouco explorada no lado mexicano do Golfo do México.ConfirmadoCartaCapital, Folha de S.Paulo, BNamericas
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participou da assinatura do acordo e classificou o entendimento como tendo 'potencial relevante' para a companhia.ConfirmadoG1, Poder360, Folha de S.Paulo, Agência Brasil
O Memorando de Entendimento tem validade inicial de dois anos, com possibilidade de renovação, e não constitui compromisso vinculante de investimento nem cria sociedade, consórcio ou joint venture entre as estatais.ConfirmadoAgência Brasil, BNamericas, Brasil247, Agência Petrobras
O acordo foi assinado em um momento de crescente ingerência dos Estados Unidos, sob o governo Trump, na região, com o México defendendo sua soberania frente a ameaças de intervenção.ProvávelEl País, Agência Brasil (cobertura paralela sobre denúncias de ingerência), RFI Brasil
A aproximação entre Petrobras e Pemex foi discutida previamente entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum em conversa em junho de 2026, na qual avaliaram cooperação energética e em biocombustíveis.ProvávelBloomberg, Bloomberg Línea
O que não conseguimos verificar
  • O valor estimado dos investimentos e o cronograma para o início efetivo dos projetos
  • Quais áreas específicas do Golfo do México serão alvo da cooperação
Como verificamos

O enquadramento geopolítico sobre a pressão americana aparece sobretudo em fontes de centro-esquerda (El País, RFI Brasil) e foi tratado como provável, não confirmado. A conversa prévia entre Lula e Sheinbaum vem do noticiário Bloomberg e não entrou no corpo.

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História 05

Direita vence eleição na Colômbia e Trump já mira o Brasil

Dois dias após a vitória de De La Espriella, Trump compartilhou artigo que chama a eleição brasileira de 2026 de seu próximo teste

6 fatos confirmados em 13 fontes

Abelardo De La Espriella, advogado de direita inspirado em Bukele e Milei, venceu o segundo turno presidencial na Colômbia por uma margem apertadíssima: cerca de 245 mil votos de diferença para o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado de Petro, que se recusou a reconhecer o resultado preliminar. Trump havia endossado publicamente De La Espriella antes do pleito. Dois dias depois, em 23 de junho, compartilhou um artigo que parte da vitória colombiana para enquadrar a eleição brasileira de 2026 como seu próximo teste de influência. O recado para Brasília chegou rápido.

Desdobramento
A Folha de S.Paulo destacou que, com a vitória de De La Espriella, Lula passa a ser o único presidente de esquerda relevante da América do Sul, ficando politicamente isolado na região diante da onda conservadora.
Folha de S.Paulo · 22 de junho
Como o Farol classifica as fontes desta história
5
Esquerda Centro Direita
6 Confirmado 3+ fontes
4 Provável 2 fontes
0 Fonte única não verificado
0 Contestado fontes divergem
Divergências que mudam o cenário
  • ≠ A apuração preliminar do Conselho Nacional Eleitoral dá a vitória a De La Espriella, mas Cepeda declarou não considerar o resultado como oficial.
Fatos verificados
● Fonte institucional · ○ Fonte jornalística
Abelardo De La Espriella, advogado de direita do movimento Defensores da Pátria, venceu o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, derrotando o senador de esquerda Iván CepedaConfirmadoExame, The New York Times, BBC News Brasil, G1, Estadão, +3
O segundo turno da eleição presidencial colombiana ocorreu no domingo, 21 de junho de 2026, véspera da publicação das matériasConfirmadoG1, BBC News Brasil, Estadão, El País
De La Espriella é descrito como líder de direita/ultradireita, inspirado em Bukele (El Salvador) e Milei (Argentina), somando-se a uma onda crescente de governos de direita na América do SulConfirmadoThe New York Times, BBC News Brasil, CNN Brasil (análise Lourival Sant'Anna), Washington Post
Trump compartilhou, em 23 de junho de 2026, um artigo que classifica a eleição presidencial brasileira de 2026 como o 'próximo teste' ou 'próximo desafio' para sua influência política internacionalConfirmadoExame, Correio Braziliense, UOL Notícias
A diferença entre De La Espriella e Cepeda foi de cerca de 245-250 mil votos (menos de 1%), uma das margens mais estreitas da história eleitoral recente da ColômbiaConfirmadoG1, Estadão, El Colombiano, El País
Trump havia publicamente endossado De La Espriella antes do segundo turno colombianoConfirmadoEl Financiero, Bloomberg, Washington Post, BBC News
O artigo divulgado por Trump toma a vitória de De La Espriella na Colômbia como ponto de partida da análise sobre o próximo ciclo político na América LatinaProvávelExame, Correio Braziliense
A nova relação entre Bogotá e Washington deve ter repercussão na geopolítica regional, incluindo impacto para o BrasilProvávelBBC News Brasil, CNN Brasil (análise Lourival Sant'Anna)
Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, declarou não considerar o resultado preliminar como oficialProvávelG1, BBC News Brasil
Analista internacional Lourival Sant'Anna (CNN Brasil) avalia que a vitória de De La Espriella consolida a 'forte onda de novos governos de direita na América do Sul'ProvávelLourival Sant'Anna (analista internacional via CNN Brasil)
O que não conseguimos verificar
  • Se Cepeda vai pedir formalmente recontagem ou contestar o resultado
  • Como o governo Lula reagiu oficialmente à publicação de Trump
Como verificamos

A avaliação de que a vitória consolida uma onda de direita na região vem de análise editorial de Lourival Sant'Anna (CNN Brasil) e não foi tratada como fato no corpo.

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