Sexta-feira, 26 de junho de 2026 · 5 histórias · 4 min de leitura
O essencial do dia, verificado
JustiçaHistória 01
PF mira Sicupira e Lemann em nova fase do caso Americanas
Justiça bloqueia R$ 54 bilhões em bens; executivos de Itaú, Bradesco e Santander também viram alvos
8 fatos confirmados em 7 fontes
A Polícia Federal foi atrás de dois dos empresários mais ricos do Brasil na quinta (25): Beto Sicupira e Paulo Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, viraram alvos da segunda fase da Operação Disclosure, que apura a fraude contábil das Americanas. A Justiça bloqueou R$ 54 bilhões em bens, valor que laudos periciais estimam como o prejuízo total. Executivos de Itaú, Bradesco e Santander também entraram na mira, com 9 mandados cumpridos. Três anos depois do escândalo, a CVM toca sete apurações e só uma virou condenação: multa de R$ 340 mil.
Precedente · 2018
Em 2018, a CVM condenou ex-administradores do Banco PanAmericano por fraudes contábeis que incluíram cessão de créditos em duplicidade e manipulação de provisões, com inabilitações de até 12 anos, em um dos maiores casos de manipulação de balanços do mercado brasileiro antes do escândalo das Americanas.
A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na quinta-feira (25) a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes contábeis nas Lojas Americanas.
Executivos dos bancos Itaú Unibanco, Bradesco e Santander estão entre os alvos da nova fase da operação, com 9 mandados de busca e apreensão cumpridos.
A CVM mantém em curso sete procedimentos para apurar a fraude contábil das Americanas, três anos após o início da crise, sendo que apenas um resultou em condenação, com multa de R$ 340 mil.
A CVM também instaurou inquéritos contra a auditoria KPMG e sua sócia Carla Bellangero no escopo das investigações sobre a fraude contábil da Americanas.
Provável
CVM (gov.br/cvm), comunicado oficial, TimesBrasil
○
Investidores minoritários da Americanas (AMER3) cobram cerca de R$ 12,8 bilhões em ações para responsabilizar os ex-controladores Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles pelos prejuízos da fraude.
Provável
Seu Dinheiro
+ 2 fato(s) adicionais com a mesma certeza verificados nos bastidores
O que não conseguimos verificar
Qual é a relação concreta apontada pela PF entre os executivos dos bancos e a fraude contábil
Se há denúncia ou indiciamento formal dos acionistas, ou se a fase se limita a busca e bloqueio
Como verificamos
Os fatos centrais (operação, alvos, bloqueio e prejuízo estimado) aparecem confirmados em pelo menos quatro redações independentes. O ranking de Sicupira entre os mais ricos do país é tratado como provável, com base em Folha e Neofeed.
Esta cobertura pareceu tendenciosa?
JustiçaHistória 02
STF mantém fim da aposentadoria compulsória como punição a juízes
Primeira Turma negou recurso da PGR, que alegava risco à vitaliciedade e ao duplo grau de jurisdição da magistratura
7 fatos confirmados em 8 fontes
A punição máxima a um juiz brasileiro deixou de ser a aposentadoria compulsória com salário proporcional e passou a ser a demissão. A Primeira Turma do STF negou em 26 de maio o recurso da PGR contra a decisão do ministro Flávio Dino, que entendeu que a Emenda Constitucional 103/2019, da reforma da Previdência, extinguiu essa modalidade de sanção. Para a PGR, o novo regime fragiliza a vitaliciedade e gera 'intimidação estrutural' sobre os magistrados. Em duas décadas, o CNJ havia aplicado a aposentadoria compulsória 126 vezes, ferramenta disciplinar que agora desaparece sem substituto definido em lei.
Na prática · escala
Segundo o relatório Justiça em Números 2024 do CNJ, o Brasil tem cerca de 18 mil magistrados em atividade nos 91 tribunais, o que torna os 126 juízes aposentados compulsoriamente em duas décadas uma fração reduzida do total da magistratura.
Sem aposentadoria compulsória, que punições restam a juízes no Brasil?
Restam quatro sanções administrativas previstas na Lei Orgânica da Magistratura (Loman): advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade com vencimentos proporcionais e demissão, esta última agora confirmada pelo STF como pena máxima após a Emenda Constitucional 103/2019. Em maio de 2024, o CNJ alterou a Resolução 135 para reformular prazos e procedimentos da disponibilidade, que passou a funcionar como degrau intermediário antes da perda do cargo, segundo apuração da ConJur. Na decisão de 26 de maio de 2026, a Primeira Turma manteve o entendimento do ministro Flávio Dino de que infração grave deve gerar perda do cargo, e não aposentadoria remunerada, conforme o Portal STF e a Migalhas. O efeito prático é que o CNJ, que aplicou aposentadoria compulsória 126 vezes em duas décadas, agora precisa optar entre punições mais brandas (advertência, censura, remoção, disponibilidade) ou recorrer à demissão, sem gradação intermediária equivalente à anterior.
Acompanhe a próxima sessão plenária do CNJ para verificar como o conselho ajustará as ações disciplinares pendentes ao novo entendimento do STF.
Acompanhe: Portal STF, Agência CNJ de Notícias, ConJur, Migalhas, JOTA
A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu de decisão do STF, do ministro Flávio Dino, que afastou a aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes.
A PGR questiona a competência do STF para centralizar o julgamento de ações de perda de cargo de magistrados, argumentando que isso viola o princípio do duplo grau de jurisdição.
A PGR afirma que a determinação do Supremo criaria uma 'intimidação estrutural' sobre os juízes, efeito que, segundo a subprocuradora-geral, não foi considerado pelo acórdão.
A decisão original do STF, do ministro Flávio Dino, considerou que a aposentadoria compulsória como punição foi extinta pela Emenda Constitucional 103/2019 (reforma da Previdência), apontando a demissão como sanção máxima possível.
Confirmado
STF (noticias.stf.jus.br), CNN Brasil, Agência Brasil
●
A Primeira Turma do STF, em sessão de 26 de maio de 2026, negou o recurso da PGR e manteve a proibição da aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes.
Primeira Turma do STF nega recurso da PGR (2026): Em 26 de maio de 2026, a Primeira Turma negou recurso da PGR e manteve a extinção da aposentadoria compulsória como pena máxima a juízes.
Confirmado
Portal STF
○
Para a PGR, o procedimento adotado pelo STF para aplicar a medida violou a Constituição, configurando, segundo a Procuradoria, um 'juízo de exceção'.
Em 20 anos, o CNJ condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória, sanção que afasta o juiz do cargo mas mantém o pagamento de vencimentos proporcionais.
Provável
Agência Brasil
○
Decisão de Flávio Dino sobre perda do cargo (2026): Ministro Flávio Dino anulou aplicação de aposentadoria compulsória pelo CNJ e definiu que infração grave de magistrado deve gerar perda do cargo.
Provável
ConJur
○
Reforma da Resolução 135 do CNJ (2024): CNJ alterou prazos e procedimentos disciplinares contra magistrados, reformulando a aplicação da pena de disponibilidade.
Provável
ConJur
O que não conseguimos verificar
Qual punição alternativa intermediária poderá ser adotada entre advertência e demissão.
Como o CNJ vai adequar seus procedimentos disciplinares à nova orientação.
Como verificamos
A decisão original e o desfecho do recurso na Primeira Turma foram confirmados pelo próprio STF e por múltiplas redações. A caracterização da PGR sobre 'juízo de exceção' aparece em parte das fontes consultadas e foi tratada como provável.
Esta cobertura pareceu tendenciosa?
GeopolíticaHistória 03
ONU suspende evacuação no Estreito de Ormuz após ataque a cargueiro
Marinha britânica relatou projétil contra a ponte de comando; EUA atribuem o ataque ao Irã, que reivindica autoria.
7 fatos confirmados em 11 fontes
Um cargueiro foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, perto da costa de Omã, e a IMO, agência marítima da ONU, suspendeu as evacuações de embarcações pela região para reavaliar a segurança. Não houve vítimas: o disparo danificou a ponte de comando. Os EUA atribuíram o ataque ao Irã, e Teerã reivindicou autoria, segundo o NYT. O Brent subiu cerca de 2% antes de recuar. Centenas de navios seguem retidos no Golfo, com cargas avaliadas em mais de US$ 100 bilhões. Por ali passa parte decisiva do petróleo mundial, e cada projétil reprecifica o risco global.
Precedente · 2019
Em junho de 2019, dois navios-tanque foram atacados no Golfo de Omã, próximo ao Estreito de Ormuz, em incidente atribuído pelos Estados Unidos ao Irã, episódio que elevou tensões militares na região e seguiu outro ataque a quatro petroleiros em maio do mesmo ano.
A Organização Marítima Internacional (IMO), agência marítima da ONU, suspendeu a operação de evacuação de embarcações pelo Estreito de Ormuz após o ataque, para reavaliar as garantias de segurança.
Não foram relatadas vítimas no ataque ao navio cargueiro; segundo a UK Maritime Trade Operations, o projétil danificou a ponte de comando da embarcação, mas não houve baixas.
O Irã havia ameaçado interromper o tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz antes do ataque, chegando a declarar o estreito fechado em momentos anteriores do conflito, segundo declarações da Guarda Revolucionária.
Confirmado
The New York Times, Estadão, Seatrade Maritime
○
Segundo o The New York Times, autoridades iranianas também reivindicaram a autoria do ataque, posição corroborada por outras coberturas que relatam que militares iranianos assumiram ter atingido navios na região.
Provável
The New York Times, WSJ, ABC News, Seatrade Maritime
○
O ataque ocorreu enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fazia uma turnê pelo Oriente Médio buscando apoio regional para um acordo de paz.
Centenas de navios seguem retidos no Golfo Pérsico aguardando passagem segura, com valor combinado de embarcações e cargas suspensas superior a US$ 100 bilhões, segundo a IMO/ONU.
Nome, bandeira e nacionalidade do navio cargueiro atingido
Quando a IMO retomará as evacuações pelo Estreito de Ormuz
Como verificamos
Várias fontes descrevem o projétil como 'não identificado', com base no comunicado da marinha britânica, enquanto EUA e, segundo NYT e WSJ, autoridades iranianas atribuem o ataque ao Irã.
Esta cobertura pareceu tendenciosa?
JustiçaHistória 04
Mendonça assume relatoria do caso Dark Horse no STF
Fachin tira o caso da mesa de Moraes e o liga ao processo do Banco Master, já sob Mendonça
8 fatos confirmados em 10 fontes
A investigação sobre o financiamento de Dark Horse, a cinebiografia de Bolsonaro, vai parar nas mãos de André Mendonça, indicado pelo próprio ex-presidente ao STF. Foi Edson Fachin quem decidiu, na quinta (25/6), atendendo a um pedido feito por Alexandre de Moraes três dias antes. A justificativa é técnica: o caso tem conexão com o processo do Banco Master, já relatado por Mendonça, e a PGR endossou essa leitura. A notícia-crime, apresentada por Lindbergh Farias (PT-RJ) em maio, mira o senador Flávio Bolsonaro. Tirar o caso de Moraes esvazia, na prática, o pedido de suspeição que a defesa de Flávio movia contra ele.
Desdobramento
Segundo O Globo, o parecer da PGR assinado por Paulo Gonet sustentou que caberia a Mendonça, e não a Moraes, apurar o episódio, citando o áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Daniel Vorcaro e os repasses a fundos no exterior para financiar o filme.
Dark Horse (em tradução, 'azarão') é a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confirmado
Revista Oeste, Folha de S.Paulo (tópico Dark Horse), PT.org.br
○
A denúncia (notícia-crime) que originou o pedido de investigação foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em 18 de maio de 2026 e envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Confirmado
CartaCapital, Gazeta do Povo, Agência Pública, O Globo
○
Fachin justificou a redistribuição com base no parâmetro de prevenção, por haver conexão com procedimentos já relatados por Mendonça (o caso do Banco Master).
A controvérsia envolve o financiamento do filme, com mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostrando relação do ex-banqueiro com o senador Flávio Bolsonaro.
Provável
Folha de S.Paulo (tópico Dark Horse), O Globo
○
A defesa de Flávio Bolsonaro pediu ao STF, em 5 de junho de 2026, que Moraes fosse declarado suspeito para julgar o caso, citando suposta relação entre o ministro e Vorcaro envolvendo contrato da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Lindbergh Farias também acionou a Interpol pedindo investigação sobre empresas estrangeiras supostamente ligadas à produção do filme Dark Horse.
Provável
Agência Pública
O que não conseguimos verificar
Como Flávio Bolsonaro e sua defesa reagiram à decisão de Fachin.
Se o pedido de suspeição contra Moraes ainda produz efeitos práticos agora que o caso saiu da mesa dele.
Como verificamos
Os fatos centrais (decisão, data, justificativa e atores) foram confirmados por pelo menos quatro veículos cada. Os detalhes sobre o financiamento do filme e o pedido de suspeição contra Moraes vêm de menos fontes e ainda aguardam apuração adicional.
Esta cobertura pareceu tendenciosa?
EsportesHistória 05
Japão empata com Suécia e será adversário do Brasil no mata-mata
Empate em 1 a 1 no AT&T Stadium classifica japoneses em segundo no Grupo F; confronto com a seleção brasileira está marcado para segunda em Houston
6 fatos confirmados em 9 fontes
O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo será o Japão. Os japoneses empataram em 1 a 1 com a Suécia no AT&T Stadium, em Dallas, e fecharam o Grupo F na segunda colocação. Daizen Maeda marcou para o Japão; Anthony Elanga, para a Suécia. Os dois times avançaram aos 32 avos de final. O jogo Brasil x Japão está marcado para segunda-feira (29), em Houston, e coloca a seleção diante de um adversário que vinha falando em concentração total na fase de grupos antes de pensar no mata-mata.
Desdobramento
Com o Japão confirmado como segundo colocado do Grupo F, a Seleção Brasileira, líder do Grupo C, terá os japoneses como adversários nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026.
O Japão será adversário do Brasil no mata-mata da Copa do Mundo, em jogo marcado para segunda-feira (29) em Houston
Confirmado
CNN Brasil, Agência Brasil, The Guardian, Forbes Brasil
○
Hajime Moriyasu, técnico do Japão, declarou querer foco total no duelo com a Suécia antes de pensar no primeiro adversário do mata-mata
Provável
Hajime Moriyasu (técnico da seleção japonesa, via Estadão)
O que não conseguimos verificar
Em que minutos cada gol foi marcado e qual seleção terminou em primeiro no Grupo F
O horário oficial do jogo Brasil x Japão na segunda-feira em Houston
Como verificamos
Resultado, gols, classificação e o confronto com o Brasil aparecem em pelo menos três fontes independentes. A fala do técnico Moriyasu vem do Estadão e foi tratada como provável, sem cruzamento com outras redações.